Compre o que é nosso!

 Movimento 560

A AEP alerta para a importância de comprar produtos nacionais.
A Associação Empresarial de Portugal (AEP) apresenta, na próxima terça-feira, um programa inovador de sensibilização para o consumo de produtos e marcas nacionais que abrange empresas, trabalhadores e consumidores. Sob o lema “Compro o que é nosso”, o programa implica um investimento de 2,1 milhões de euros e começa a ser posto em prática no início de 2007 em todo o país.
O “Compro o que é nosso” arranca com os patrocínios da Sonae Indústria, Recer, Delta Cafés, Lasa, Cifial e Silampos (pelo menos algumas destas estarão disponíveis no Fugas) e conta com 72% de investimento privado e tem solicitado um apoio de 28% ao Estado.
No seguimento do já extinto Programa Infante – que actuou junto das empresas na promoção da produção portuguesa com qualidade -, a AEP decidiu “melhorar e aplicar de uma outra forma” o conceito, explica o presidente da associação.
Esta nova iniciativa vai mais longe, visando mobilizar os empresários a serem mais “competitivos em preço, qualidade e inovação”; os trabalhadores a “produzirem com mais brio e a terem orgulho no tecido empresarial português”; e pretende ainda chegar aos consumidores. As acções dirigidas aos consumidores são, sobretudo, de informação sobre a importância da escolha de produtos e marcas portuguesas na economia nacional, designadamente no aumento do Produto Interno Bruto (PIB), no emprego e no equilíbrio da nossa balança comercial.
“Temos conhecimento que o povo português é inteligente e não vai comprar aquilo que não gosta. Não se trata apenas de fazer uma campanha a dizer para se comprar o que é português a qualquer preço, mas aquilo que satisfaz as suas necessidades com qualidade”, salienta o presidente da AEP ao JN.
Ludgero Marques acredita que o aumento do consumo de produtos nacionais “poderá permitir a Portugal diminuir as suas importações”. Se as empresas se empenharem em “melhorar os seus produtos e forem reconhecidas no mercado podem favorecer o crescimento das exportações”, explica. Salientando que a campanha não deve ser vista como uma forma de “proteccionismo” à indústria portuguesa, Ludgero Marques lembra que “não se está contra os produtos importados”, mas sim a promover “o reconhecimento das marcas portuguesas”.
Essencial para o sucesso do “Compro o que é nosso” será a participação de empresas de todas as áreas de actividade. “Se estiverem todas as empresas e, fundamentalmente, os jornais, a televisão e a rádio, que também podem dar o seu contributo, este programa fará muito bem a Portugal”, defende o líder da AEP.
Para aderir é necessário que os produtos tenham Valor Acrescentado Nacional (VAN). “Naturalmente, não é preciso fabricar 100% em Portugal, porque isso não é possível. Mas têm de ter VAN suficiente para que seja considerado um produto que incorporou mão-de-obra portuguesa”, explica o também empresário.
Os produtos aderentes serão facilmente reconhecidos pelos consumidores através de um selo colocado nos artigos com a mensagem “Compro o que é nosso”.
A sensibilização junto do consumidor será realizada através de uma campanha de publicidade, que começa em Janeiro de 2007 em todos os meios de comunicação social e que joga com a frase “Cá se fazem, cá se compram”, bem como de acções de “merchandising” em pontos de venda como o Continente, Modelo, Pingo Doce e Feira Nova.
 

Em 2005 três estudantes criaram o “Movimento 560”
Em Portugal, a iniciativa mais recente de incentivo ao consumo de produtos nacionais partiu de três estudantes de Engenharia e Gestão que decidiram dinamizar o “Movimento 560”, através da Internet. O número 560 corresponde ao indicativo dos códigos de barras para os artigos portugeses e, na página online que criaram (http://560.adamastor.org), os três jovens de vinte anos colocaram diversas informações sobre a produção nacional e várias mensagens que realçam e explicam a importância de consumir artigos feitos em Portugal. Numa pequena conversa com o JN, os estudantes lamentaram a “inércia política, empresarial e populacional perante o que é nosso”, o que motivou o lançamento do movimento. Lembrando que “Portugal tem de ser forte cá dentro, para poder ser forte lá fora”.
Fonte: Jornal de Notícias
Data: 29-09-2006
Autor: Ana Paula Lima
Tema: Sociedade

Muito Obrigado Lina!

~ por Rogério Silveira em Sexta-feira 29 Setembro, 2006.

5 Respostas to “Compre o que é nosso!”

  1. Lamento mas não o farei. Sou funcionário pùblico e o meu país trata-me mal. Mesmo muito mal. Trabalho que nem um doido mas no entanto tenho fama de malandro, ganho uma miséria mas sou o culpado do défice. Parece que sou o culpado de todos os males do país e, em consequencia, tenho, desde há muitos anos a esta parte, aumentos de miséria por muito que os economistas digam o contrário. Assim sendo como podem convencer-me a comprar mais caros produtos feitos por aqueles que acham que eu sou um malandro que ganha muito e que tenho a culpa de todos os males que (n)os assolam?!

  2. eu sugeria um boicote total ao consumo!
    Um dia sem compras

    que tal ?

  3. Caros Toso e mariadarosa
    Dias sem compras tenho-os uns a seguir aos outros; aliás, normalmente vou ao supermercado uma vez por semana, compro pão dia sim dia não e roupa nas épocas de saldos. Boicotes e manifestações públicas contra tendências tiranas sempre me entusiasmaram, mas a verdade é que todos nós temos necessidades e desejos que precisamos de satisfazer e como a troca directa é uma impossibilidade as compras são uma inevitabilidade: todos os dias vendo a minha capacidade de trabalho para poder comprar bens e serviços que me permitem satisfazer desde as necessidades mais básicas a outras com menor carácter de urgência. A coisa vai mal quando depois de satisfeitas as primeiras não resta grande coisa do orçamento para as segundas e penso que para além do Toso todos temos sentido uma perda real de poder de compra. Fazer da administração pública o bode expiatório do défice é uma forma airosa dos sucessivos governos se demitirem das suas responsabilidades. Menos e melhor Estado é palavra de ordem do dia, em muitos páises desenvolvidos, como a Suécia, por exemplo exige-se apenas melhor Estado. Agora não confundamos sociedade civil, onde se jogam a actividade económica, com sector público. São inegáveis as relações entre os dois, mas o segundo menos do que o primeiro com renegação do que é made in portugal. Também não se trata aqui de apelar à xenofobia económica – eu próprio, quando reconheço vantagens compro artigos importados, aliás, em determinados sectores é quase inevitável. Não se espera que as pessoas comprem português só porque é português (assumo a racionalidade dos agentes), mesmo que mais caro – mas será este pressuposto correcto?. Há muito em que somos bons e competitivos e é isso precisamente que a Fugas Lusas pretende demonstrar. E se os efeitos positivos (externalidades e efeitos de arrastamento) puderem resultar para portugueses em vez de espanhóis ou chineses, então não hesito.
    Cordiais cumprimentos aos dois.

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