Coisas simples que nós podemos fazer pela Igualdade de Género
Hoje, a seguir ao almoço, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, a propósito de uma exposição de artes plásticas sob o mote “Olhares sobre a Igualdade” (as várias) deparei-me com um panfleto intitulado “51 Coisas simples que nós podemos fazer pela Igualdade de Género”. Desde logo a questão do número, porquê 51? Sim porque a lista passaria muito bem, com vantagem diria eu, sem algumas dessas coisas simples. A abrir:
- Convidar a mãe, a companheira ou a irmã a aprender a mudar um pneu do carro
- Convidar o pai, o companheiro ou o irmão a cozinhar algumas refeições
- Incentivar o pai e os irmãos a tomar conta dos bebés
- Incentivar a mãe, a companheira ou a irmãa tirar a carta de condução ou a conduzir em viagens longas
E as lições sucedem-se em catadupa, umas mais acertadas do que outras. A mim choca-me que em pleno século XXI, com financiamento europeu e o apoio da CIDM por detrás, se faça editar um documento com ideias tão retrógadas quanto estas, mais adequadas a um qualquer regime retrógado do que a uma democracia moderna. Bem sei que a igualdade de género é fortemente tributária da igualdade no trabalho e na vida doméstica e que a conciliação vida profissional família joga aqui um papel fulcral, mas haverá formas mais inteligentes de o promover do que esta. Eu cá, se fosse do Sudoeste Alentejano (é a ESDIME, Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste, sentir-me-ia estupificado. E já agora, o que tem “Dedicar pelo menos 30 minutos do seu dia a fazer aquilo que mais gosta” a ver com a promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres?






…Pois é meu caro, infelizmente não conhece o pais real. O seu.
Nem fáz esforço para o conhecer. Quiçá?