Para repor a verdade, e de acordo com afilosofia de responsabilidade social, ética e transparência no negócio, senti-me moralmente obrigado a divulgar as imagens das novas cadeiras que mobilirão o espaço. Pois fruto de vicissitudes várias que não importa aqui discriminar, optei por uma solução ligeiramente distinta da inicialmente pensada : apresentar cadeiras usadas, sim, mas diferentes. Assim teremos uma pequena mostra, representativa q.b., do mobiliário de madeira (mogno) vernacular, de produção em série, durante as primeiras décadas do século vinte. Todos nós já as teremos visto, ou versões próximas, nas casas dos nossos antepassados. O destaque vai para um lote de três cadeiras que vêm da assembleia do antigo sindicato da indústria conserveira em Setúbal. Importa ainda referir que foram adquiridas em muito mau estado de conservação e que o minucioso trabalho de restauro esteve a cargo de um mestre carpinteiro (nas horas vagas), que por acaso é meu tio, e que tem o privilégio diário de se deleitar com a paisagem da Serra d’Ossa, Redondo. Espero que sejam do vosso agrado e delas disfrutem. Não estão, por ora, à venda.