Caras amigas e amigos,
Passada uma semana sobre a abertura da Fugas Lusas – não desesperem ou fiquem ofendidos por não terem sido convidados para a inauguração, é que ainda não se realizou – é (já?) tempo para um primeiro balanço. Para já impunha-se a abertura em tempo de Natal, visando a indispensável visibilidade aos últimos compradores de presentes. Agora somos obrigados a encerrar uns dias no início do Ano Novo, para acabamentos no Espaço, frustrando alguns clientes que já se tornaram fiéis ao nosso espaço.
Para já podemos dizer que toda a agente tem reagido muito bem ao lay-out do espaço e, genericamente, à oferta deprodutos e serviços, se bem que o escasso fundo de maneio não permita ainda ter toda a gama de artigos desejada.
A procura tem sido muito diversificada, desde as cristãs que vêm tomar chá depois da missa verpertina, os reformados que vêm pesticar e beber copos de três, os freaks, seduzidos pelo artesanato urbano, os vizinhos a desejarem as boas vindas e bons negócios, as tias, atraídas pelos artigos de marroquinaria, os intelectuais que vêm discutir a actualidade, filosofia, arte, oa alunos e ex-alunos ansiosos pela inversão de papéis (em que o professor veste o avental e acata ordens) …
Consensual tem sido a opinião de que a baixa, e em particular o Largo da Ribeira Velha, já mereciam um espaço diferente, inovador, que contribua para a modernização e perenidade do comércio tradicional.
E isto é o início, com o impagável apoio da Bev estamos a traçar a estratégia para gerar uma comunidade em torno do projecto, resistindo a que se transforme apenas em mais uma loja ou café.
A todos os que já nos visitaram e apoiam o nosso muito obrigado! Para os restantes: o convite permanece válido.