Ser a cada Momento

Março sem ter princpio nem fim

É preciso semear
no gesto simples
de quem se dá ao passar
e deixa que seja o tempo
a mostrar que vale a pena
lançar na encruzilhada
a semente da flor
da qual não vai conhecer
nem o viço nem a cor.

Sejamos chuva serena
a cair discretamente
no canteiro mesmo ao lado
sem ninguém se aperceber
porque nasceu tanto verde…
na secura de um passado.

Que o sorriso seja Sol
cheio do calor da Vida
a tornar mais colorida
esta paisagem a deixar
com marcas deste passar
no tempo que nos foi dado
a construir este Amar…

Só depois descobriremos
como é bom sentir cá dentro
a grandeza do momento
de ser plena Unidade;

E a flor que foi semente
fez-se assim fruto patente
com sabor de Eternidade.

Maria José Almeida

(poema oferecido pela poetisa numa sessão de leitura de poesia que decorreu no Fórum Luisa Todi, a propósito do Dia Internacional da Mulher – a mostrar que a vida cultural em Serúbal ainda mexe e, sobretudo, que há esperança)

~ por Rogério Silveira em Quarta-feira 28 Março, 2007.

3 Respostas to “Ser a cada Momento”

  1. i can’t believe you took that photo! you’re so clever!!

  2. Well I did. It’s not a question of cleverness but of sensibility.

  3. Yeah, he´s also a great photographer!🙂

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