Azeite Virgem Extra Especial Passanha

Chegou à Fugas Lusas o terceiro melhor azeite do Mundo!

“Na última edição (2002) da mais importante revista internacional de vinhos – a Wine Spectator – não há um único artigo sobre vinhos portugueses. E, no entanto, do primeiro ao último parágrafo, um texto sobre azeites (‘Para além da Itália e da Espanha’) coloca alguns produtos portugueses nos píncaros, com menções a marcas e registo fotográfico de garrafas nacionais. Fartos são os elogios.

No último concurso de azeites ‘Mario Solinas’ – organizado pelo Conselho Oleícola Internacional – espanhóis, italianos e gregos tiverem que morder o lábio pelo facto do alentejano Azeite Passanha ter arrecadado o terceiro lugar – feito inédito em Portugal. Que associação existirá entre os vinhos e os azeites portugueses? Muitas. Portugal possui condições de excepção para a criação de riqueza com estas duas culturas, muito embora à segunda falte incutir a cultura organizacional da primeira.” http://www.lusowine.com/displayarticle307.html

Acidez não é critério único de escolha O ditado segundo o qual ‘espeto de pau em casa de ferreiro’ traduz na perfeição o comportamento dos portugueses em matéria de consumo de azeites. Num País em que a cultura do azeite se confunde com a sua história, não deixa de impressionar o fosso que existe entre os critérios dos especialistas e os hábitos dos consumidores.

Em repetidos exercícios de prova de azeites, os técnicos têm por hábito colocar quatro ou cinco copos em frente do provador, cada um com azeites diferenciados (da excelência à deficiência). Invariavelmente, os consumidores classificam como melhor azeite aquele que é justamente considerado deficiente pelos especialistas, rotulando como pior azeite aquele que estes especialistas colocam nos píncaros.

Talvez por hábitos arreigados, os portugueses habituaram-se a apreciar azeites com aroma a tullha – deficiência resultante da falta de higiene nos lagares – e a eleger como critério único de compra o grau de acidez registado na garrafa.

Ora um azeite deve ser escolhido consoante a utilização gastronómica que se lhe queira dar, tendo em conta as especificidades inerentes à sua proveniência regional (aromas e paladares). Assim como um vinho do Douro é diferente de um alentejano, também os azeites destas mesmas regiões se diferenciam, quer na sua estrutura organoléptica quer, em consequência, na sua finalidade culinária.

Embora nesta matéria a subjectividade esteja sempre presente, faz pouco sentido, por exemplo, escolher um azeite de baixa acidez para fritar ou usar um azeite pouco aromático para temperar uma salada de sabores fortes.

De resto, e em matéria de acidez, “o intervalo entre zero e 2 por cento de acidez é praticamente imperceptível pelo organismo humano”, afirmou ao Correio da Manhã Susana Oliveira, especialista em olivicultura.

Portugal possui hoje seis denominações de origem portuguesa (DOP), as quais oferecem, para além do controlo muito rigoroso em termos de qualidade organoléptica e fisico-química, azeites diferenciados. Grosso modo, das regiões mais frias saem azeites mais verdes e amargos, enquanto o centro e o sul se encarregam de criar produtos com carácter mais adocicado. Alternativas não faltam.

Outro erro recorrente do consumidor é a compra de azeites indiferenciados à porta do lagar. Convencidos de que estão a comprar produtos mais genuínos – o que nalguns casos até pode ser correcto – “são frequentes os casos em que os níveis de acidez saltam para os cinco por cento e mais”, garante Susana Oliveira, que recomenda o consumo de azeites com selos DOP.

Ainda que de início possa causar alguma estranheza, à medida que se pratica o exercício da prova de azeites maior é a curiosidade para se descobrir diferentes notas sensoriais.

Se de início não se detectam os aromas de maçã, folha verde, tomate ou amêndoa, a insistência acabará por apurar os sentidos, elevando o grau de exigência do comprador. Consumidores esclarecidos predispõem-se a pagar mais por uma garrafa de azeite, permitindo assim melhores níveis de rentabilidade para a fileira.

É claro que isto será no futuro, porque, neste momento, como gosta de ironizar o produtor André Luís Lopes, “o português não se importa de pagar mais 2,5 euros por um litro de óleo para o seu carro de estimação, desde que o homem da garagem lhe garanta resultados fabulosos. Mas quanto ao azeite que coloca sobre o bacalhau, isto aí pode ser o mais barato que houver, trate-se ou não de azeite. Ou seja, trata melhor o motor do carro do que o seu próprio corpo”.

As notas de prova do Passanha, extraído das variedades Cobrançosa e Cordovil, com uma acidez de 0,3%, destacam um aroma bastante limpo e complexo, com o frutado intenso de azeitona verde (do próprio ano) e aroma intenso de folhas verdes. Muito elaborado na boca, com o sabor persistente da Con~brançosa, muito amargo e picante e com boa persistência final.

Quem já provou (está em prova na loja) rendeu-se e reconheceu a sua excelência. Os aromas explodem na boca, evoluindo gradualmente, num autêntico festim degustativo. A salada de tomate com oregãos rejubila.

~ por Rogério Silveira em Quarta-feira 6 Junho, 2007.

3 Respostas to “Azeite Virgem Extra Especial Passanha”

  1. rogerio,é muito bom que tenhas publicado esta informação sobre o azeite .no que me diz respeito há anos que só uso azeite para cozinhar , os especiais para a salada e oleo só para fritar e o menos possível. um abraço

  2. Só uma pergunta: S.Oliveira é especialista em azeites, na cultura da oliveira ou em quê em concreto?
    Quanto ao Sr Andre Luiz Lopes, digam-lhe que nao repita nem escreva que a Galega é uma linha pura desde os tempos dos Romanos… tal como o outro tb especialista que diz e escreve que a polpa da azeitona é substancia de reserva para o crescimento da arvorezinha (poético)q8ue vai sair do caroço…. com especialistas destes vamos longe…muito longe!!!
    Contudo, parabens ao azeite Passanha com votos dce continuaçao de grandes sucessos. Mas um aobservaçao: Portugal nao está feito com Passanhas mas si de muita outra gente que sem ter a desenvoltura dos Passnahas tb necessita de apoio técnico….e aqui é que a porca torce o rabo. Enquanto nós discutimos a excelencia e continuamos com uma produçao baixissima outros simplesmente ganham mercados e nao faltará muito para nos passarem por diante como é o caso da Australia. E nós? Nós fechamos uma das primeiras estaçoes Nacionais de olivicultura e assistimos à elaboraçao de relatorios tecnicos que oriundos de um presunto Gabinete de Planeamento sao vazios de conteúdo e mais ainda de direztrizes..
    Finalmente aconselho que se evitem orgasmos patrióticos do estilo que isto ou aquilo é o melhor do mundo.

  3. Este azeite é o melhor que eu alguma vez provei…é fantástico!Foi uma escolha excelente, sem sombra de duvida!

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